
Tomada pelo consigliere
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Dizem que demônios não existem, até cruzar o caminho de um…
Romano Greco Morello não pede permissão para existir. Consigliere da máfia Morello e cirurgião cardíaco de elite, é o homem que decide quem vive, quem sangra e quem deixa de importar. Frio e preciso, ele foi moldado sob o cheiro do incenso e da fome, quebrando-se para aprender que lobos não salvam, resolvem.
Lavínia Zanetti é a joia do Estado, a filha do presidente da República. Criada para ser a vitrine perfeita de um governo podre, sua pureza é apenas uma máscara para sua maior tragédia: ela é uma oferenda marcada para um altar de fanatismo.
Quando seu corpo colapsa sob os abusos do pai, Lavínia é jogada no território mais perigoso de todos: o de Romano Morello.
No Hospital Morello, o oxímetro não mente: o coração dela dispara na presença dele. E ele, que conhece cada nervo do corpo humano, vê nela o mesmo tremor que aprendeu a esconder quando era apenas um menino prestes a ser quebrado.
Mas Lavínia não é apenas uma vítima.
Ela é uma Zanetti e tem veneno o suficiente nas veias para destruir quem tentar exibi-la.
Romano não quer apenas protegê-la, quer reivindicar cada batida que o Estado tentou silenciar. Ele vai sujar sua pureza, quebrar suas correntes e arrancar cada camada de perfeição da “principessa”, até que não reste nada além da verdade que o pulso dela insiste em martelar sob seus dedos.
Lavínia não pertence mais ao Estado, pertence ao Morello, e um lobo nunca entrega o que já marcou como sendo seu.