
Jogo de Egos
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GIOVANNA
Para mim, ele é o Capitão América. Chamá-lo assim é a minha única defesa contra seus apelidos ridículos e um ego que não cabe no campus.
Ele tem o pacote completo de um garoto de ouro americano: capitão do time, sorriso convencido e porte de quem acha que o mundo gira ao seu redor.
Nós estudamos na mesma sala e disputamos a melhor nota da turma.
Eu o achava arrogante e prepotente, alguém que dominava o gelo e pensava que mandava na universidade inteira.
Ele achava que eu era só uma brasileira petulante que se recusava a se curvar diante das regras dele.
Nossa convivência era uma guerra constante de provocações e ironias testadas até o limite.
Até que eu precisei da vaga de mascote do time dele.
Até que participei de um jogo estúpido de verdade ou desafio.
Até que o meu maior rival virou a única pessoa que eu desesperadamente desejava.
O problema de brincar com fogo com o cara que domina o gelo é que, quando a poeira baixa, eu não sei mais se quero vencer essa disputa ou me render de vez a ele.
HAYDEN
Ela me odiava com todas as forças.
E o meu maior erro foi achar que com a nerd cheia de sardas seria fácil.
Ela não abaixava a cabeça. Não cedia. Respondia cada provocação minha à altura e transformava cada encontro nosso em uma arena de combate.
Era uma rivalidade bonita de ver, mas infernal de aguentar.
Até que nos beijamos.
Achei que ter o controle nas mãos e colocar aquela garota sob as minhas ordens acalmaria a minha cabeça.
Ver aquela nerd teimosa me enfrentar a poucos centímetros da minha boca fez a raiva virar obsessão.
Ela achava que a gente estava jogando para ver quem destruía o outro primeiro.
Ela só não esperava que eu estivesse disposto a perder essa guerra só para tê-la na minha cama.