
Tudo Me Leva Até Você
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Ela era a única pessoa no mundo que eu não podia querer.
Filha da mulher que meu pai destruiu. Minha melhor amiga aos dezessete — e o fantasma que me assombrou pelos dez anos seguintes.
Maria Amélia Ferraz reapareceu na minha vida em Roma, numa varanda de hotel, com o mesmo sorriso e os mesmos olhos que me tiraram o sono por uma década inteira. Dez anos não mudaram nada. Ela ainda mordia o lábio quando ficava nervosa, ainda me olhava como se eu fosse a única pessoa no lugar, e eu ainda perdia completamente a capacidade de raciocinar perto dela.
Eu não deveria tocá-la. Não deveria me apaixonar de novo. Eu definitivamente não deveria querer a única mulher que o mundo inteiro diz que é proibida para mim.
Mas eu esperei dez anos por ela.
E dessa vez, me recuso a perdê-la.