
Pai por Engano
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Eu passei anos garantindo que nenhuma mulher teria um filho meu sem que eu escolhesse.
Fiz uma vasectomia, congelei uma única amostra antes do procedimento e acreditei que continuava no controle da minha vida.
Até receber uma convocação urgente e descobrir que, por um erro do laboratório, meu material genético havia sido usado para fecundar os óvulos de uma mulher que eu nunca tinha visto.
Maeve Collins entrou na minha vida como a mãe dos únicos três filhos biológicos que eu poderia ter.
Teimosa demais. Orgulhosa demais. Com uma resposta afiada para cada coisa que eu dizia e incapaz de aceitar qualquer ajuda sem transformar aquilo numa discussão.
Ela não confia mais nos homens.
Eu não confio em ninguém.
E, como nenhum de nós pode decidir sozinho o destino dos embriões, resta uma única alternativa: conviver até descobrirmos o que fazer com eles.
Ela passou a vida inteira sonhando em ter uma família.
Eu passei a minha tentando impedir que alguém fizesse essa escolha por mim.
E agora começo a me perguntar se o maior erro que já cometeram em meu nome não está prestes a se transformar na única escolha que realmente quero fazer.