
Não me deixe Rebecca
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Órfão, confuso e ainda muito pequeno, Fallen fugiu de um orfanato e passou a morar na rua, até o dia em que esbarrou com um garotinho da mesma idade que, com um sorriso gentil, o convidou para brincar.
O que começou como uma brincadeira inocente entre duas crianças, acabou mudando a vida de todos quando a mãe do seu novo amigo decidiu adotá-lo e lhe dar um lar, uma família.
Dois anos mais nova, com uma Barbie em uma mão e um ursinho de pelúcia na outra, Rebecca recebeu o novo companheiro de quarto. E, a partir daquele dia, os dois cresceram lado a lado.
Mesma casa. Mesma escola. Mesma família.
A amizade se fortaleceu com os anos, transformando-se em um sentimento muito maior do que qualquer um deles estava disposto a admitir.
O tempo passou. Tudo parecia seguir um caminho seguro. Até que, uma década depois, a mulher que os uniu, morreu.
Enquanto tentava lidar com o luto, Rebecca descobriu que a perda havia despertado uma condição rara e perigosa: emoções intensas passaram a desencadear crises que a aprisionavam dentro da própria consciência, incapaz de reagir ao mundo ao seu redor.
Um dia, sem conseguir controlar, um episódio da doença aconteceu diante da pessoa errada.
Então, presa a uma chantagem e cercada por ameaças, Rebecca desapareceu da vida de todos aqueles que amava.
Ou, pelo menos, foi nisso que eles acreditaram.
Sem imaginar que ela está vivendo um pesadelo silencioso a menos de um bairro de distância, Fallen segue sua vida como o corredor prodígio da gangue de seu melhor amigo, sem saber que a mulher que ama está lutando sozinha para sobreviver.